O Diretor de Operações da Eletronuclear – Pedro Figueiredo, diz que depois do Japão as usinas do mundo inteiro estão revendo seus protocolos.
O Presidente da Ass. Brasileira de Energia Nuclear (Aben) e especialista em segurança – édson Kuramoto, diz que operações nas usinas nucleares sofrem fiscalização mais rígidas que na aviação.
O Consultor no Sítio Itaorna, pesquisador da Cope, Willy Alvarenga, diz que a cada 10 anos todas as encostas, mesmo após obras geotécnicas, são reavaliadas. Segundo ele a encosta que se move está sob controle
Todos querem nos tranqüilizar e enfatizam que neste momento, técnicos da eletronuclear trabalham em duas intervenções que parecem cirurgias de alta complexidade, tudo porque foi detectada uma movimentação de 2 cm por ano em algumas encostas próximas as usinas, aí além de estarem trocando alguns tirantes de aço, também estão construindo uma contenção com Berna numa parte dessa encosta.
As tragédias da Região Serrana e do Japão aumentaram as precauções com as usinas de Angra dos Reis.
O engenheiro geotécnico José Evaldo Soares, que é o responsável por todas as encostas próximas as usinas, diz que existem outros pontos que foram apontados como os mais críticos, num estudo feito em todo o Sítio de Itaorna, mas são constantemente vigiados.
Os reatores nucleares não são os maiores focos de preocupação, visto que seguem padrões mundiais de segurança, e além da “blindagem” , são capazes de resistir a terremotos ou tsunamis (terremotos de até 7 graus e ondas de até 6 metros de altura).
Quando Angra 3 estiver em operação, as três usinas juntas vão gerar mais de 2000 megawatts, que entram no chamado sistema interligado brasileiro, levando energia elétrica para todo o país.
Passados 26 anos da inauguração de Angra 1, a Comissão de Nacional de Energia Nuclear (Cnen) ainda não definiu o local onde será construído o repositório – destino final ao lixo atômico, mas a data limite de 2020 para que ele esteja concluído já foi dada.
Os resíduos iniciais de média e baixa atividade são estocados em depósitos iniciais no terreno da usina.
Para ganhar espaço enquanto não chega a solução 2027 toneis com esses resíduos já passaram por um processo de super compactação.
Ainda falta ser aprovado no congresso o pagamento de royalties ou outra forma de compensação financeira para o Rio de Janeiro.
O projeto do Governador Sergio Cabral, quando era Senador em 2004, previa o pagamento de 5% de royalties sobre o faturamento bruto da atividade de geração. D
Diante deste projeto a Eletronuclear fez um estudo que apontou que de 2000 a 2008 a empresa fez um investimento de R$ 213,3 milhões em ações de compensações “algumas” previstas no EIA/Rima das usinas, nas áreas de meio ambiente, educação e saúde. Um montante que representou 2.45% do faturamento bruto da Eletronuclear.
Se o pagamento de royalties estivesse em vigor este valor poderia ter passado de R$ 800 milhões no mesmo período.
O Assessor da presidência, Leonam dos Santos Guimarães – autor desse estudo, observa que a mudança vai impactar no valor da tarifa.
Discussões a parte, o maior lixo atômico do Brasil hoje são os dois geradores de vapor das usinas Angra 1 e 2 que foram trocados ano passado. Pesando 330 toneladas cada um, precisam ser protegidos por 300 anos. Mas é possível reciclar este lixo, mesmo as partes mais atingidas como os tubos por onde passam o vapor, explica o gerente de monitoração das usinas de Angra, Sr. Magno José de Oliveira, o que falta?
