22 DE SETEMBRO – DIA MUNDIAL SEM CARRO

Dia 22 de setembro, DIA MUNDIAL SEM CARRO. Este movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes e em todos os estados do Brasil, com destaque para Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro.

Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e é um convite para o uso de meios de transporte sustentáveis – entre os quais a bicicleta.

Bicicleta: uma boa alternativa para a melhora do trânsito

A bicicleta é um excelente meio de transporte, sobretudo para pequenas distâncias. Leva seu condutor de porta a porta, permite a prática de uma atividade física simultânea ao deslocamento, tem custo baixíssimo e é minimamente afetada por engarrafamentos.

Mesmo numa cidade de relevo acidentado como Itaguaí, a atual tecnologia de marchas permite a circulação por ruas inclinadas com relativa facilidade. Muitas pessoas têm percebido isso, e o número de ciclistas em nossa cidade tem aumentado visivelmente.

A nossa infra-estrutura para o uso da bicicleta como meio de transporte é precária. Há pouquíssimos bicicletários, ciclovias e poucas empresas dispõem de vestiários para incentivar seus funcionários a irem de bicicleta para o trabalho. As ciclovias não existem em nossa cidade e o pequeno pedaço que existe (próximo ao HiperGuanabara) são pouco estratégicas. Estamos trabalhando para propor mudanças neste panorama”, declara o vereador Nisan-PV.

Por conta disso o parlamentar apresentou projeto de lei (que está aguardando a sanção do prefeito), propondo que supermercados, bancos e outras instituições criem bicicletários, visando especificamente o estímulo ao uso de bicicleta. “é um começo”, finaliza o vereador Nisan-PV

Automóveis: problemas causados pelo uso massivo

Os malefícios causados pelo uso de automóveis são inúmeros e evidentes: poluição atmosférica e sonora, doenças respiratórias, sedentarismo, irritabilidade, perda de tempo em congestionamentos, acidentes, comprometimento de grande parte da renda das pessoas. O número de carros em Itaguaí aumentou “e muito” nos útimos anos.

Além disso, as viagens de carro degradam a relação dos indivíduos com o espaço público, transformando a rua em um indesejável obstáculo a ser superado no deslocamento de um ponto a outro. Elas também significam um uso desproporcional das ruas, já que a imensa maioria dos carros leva apenas uma pessoa – o que é ainda mais grave em áreas densamente povoadas.

Mudanças são urgentes e necessárias.